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CRIAR!

Bem vindes ao décimo quinto, e último, post desse projeto!


É chegado o momento da criação. Para tanto, é hora de refletir sobre os sentimentos provocados pelas experimentações anteriores e se questionar: o que eu quero fazer?


Por se tratar de uma linguagem híbrida e experimental, não há regras — e muito menos limites — para a criação. Sendo assim, não há certo ou errado, apenas experiências e resultados, causa e consequência, permeados por interpretações subjetivas.


Os modos para criar são infinitos, mas elenco aqui algumas formas de incitar ideias:

  1. a partir de formas: criar um videodança experimental, sem objetivo específico, apenas deixando-se levar pelas ações de corpo e câmera buscando resultados estéticos, linhas, sentimentos, relações; experimentos sensoriais a partir de elementos simbólica ou empiricamente conectados (ou não), observando os resultados dessas combinações.

  2. a partir de ideias ou sentimentos pré-estabelecidos: buscando passar um sentimento/objetivo específico, previamente definido.

  3. com um objetivo mais ou menos definido: a partir dos movimentos e ações que mais chamaram atenção durante experimentações, que são agradáveis e podem ser interessantes se misturados com outros elementos já conhecidos. 

  4. releitura: criar a partir de outra obra de arte, de qualquer natureza. A criação de obras sobre obras é um fenômeno comum nas artes e pode gerar resultados únicos.

Deixo aqui algumas referências de trabalhos em videodança sendo feitos em isolamento social:



Mais no Instagram:

Vale conferir o trabalho do Apartamento 15 (@apar.tamento15); página de uma residência artística feita em quarentena por Dunas Dias e Socorro Dias — https://www.instagram.com/apar.tamento15/ 

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EXERCÍCIO

Proposta

Sem definições ou explicações detalhadas, a ideia é criar. Ademais, deixo algumas propostas de criação (ou, pelo menos, tópicos que podem acarretar novas ideias):

  • Um vídeo com duas personagens interpretadas pela mesma pessoa.

    • Como caracterizar cada uma? Pelas cores? Padrões e características da movimentação? Pelo ponto de vista? 

    • Qual a relação entre elas? Estão no mesmo espaço/tempo? Têm objetivos em comum?

    • O que se desenvolve a partir dessa relação?

  • A partir de um texto literário

    • Ele inspira as movimentações? As cores? Como trazer essa atmosfera? Como esse texto entra em cena? Há uma gravação?

  • Dance a letra!

    • O que acontece se a letra de uma música for interpretada de modo literal?*

* sobre isso, vale conferir o trabalho do Macarenando Dance Concept (@macarenandodanceconcept) https://www.instagram.com/macarenandodanceconcept/ 

    • Como definir a ambientação? O cenário? As Luzes? etc.

  • Um vídeo protagonizado por sombras.

  • Deixa a música rolar.

    • Escolha uma playlist, respire fundo, acalme o coração, e dançe. Permita suas piras, permita-se reagir. 

    • O que se passa na sua cabeça? O que você sente? O que você imagina?

  • A partir da dança.

    • Pensando a partir de propostas de movimento, como se mover? Quais partes do corpo iniciam o movimento? Elas guiam outras partes? Puxam? Empurram?

    • Quais os acentos? As relações entre movimentos e música? Os tempos da música são marcados? Ou os contratempos?

    • Há deslocamentos? Quais desenhos eles fazem no espaço?

    • Como esse corpo se relaciona no espaço?

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BIBLIOGRAFIAS RECOMENDADAS

  • Cine-dança e vídeo-dança: quando o pretexto se faz texto, de Cristiane WOSNIAK, texto publicado no livro Húmus 3, 2007, org. Sigrid NORA, Caxias do Sul: Lorigraf.

  • Videodança: o corpo em movimento na tela, trabalho de conclusão de curso de Johnata S. O. de LIMA. Disponível em: https://monografias.ufrn.br/jspui/bitstream/123456789/10304/3/videodança%20o%20corpo%20em%20movimento%20na%20tela%20TCC.pdf 

  • Corpo, movimento e cinema, de Carolina CAMPOS, 2007,  texto publicado no livro Húmus 2, 2007, org. Sigrid NORA, Caxias do Sul: Lorigraf.

  • Interface e sensorialidade: corpo acoplado e corporeidade reafirmada em ambientes imersivos de realidade virtual, de Diana DOMINGUES, texto publicado no livro Húmus 2, 2007, org. Sigrid NORA, Caxias do Sul: Lorigraf.

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